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Consciência Negra (ou porque você deve parar de compartilhar o vídeo do Morgan Freeman)

Para ouvir lendo/para ler ouvindo: Emicida – Ismália Depois de tanto tempo, cá estou a escrever de novo. Quem me conhece de outros tempos sabe bem que, quando me meto a escrever, é por algum motivo que realmente me deixa inquieto. Hoje é 20 de novembro, também conhecido como o Dia da Consciência Negra. E nossas redes sociais (sim, tenho certeza que na sua também) são bombardeadas por artigos, memes, notícias, provando de um lado por que esse dia é importante, e de outro lado provando por que isso tudo é nada mais que “fortalecer o racismo”. O grande símbolo

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Vendas no WordPress: Estudos de Caso com o WooCommerce

Falar em público sobre qualquer assunto é um tema complicado para muita gente, e apesar de eu ser uma pessoa “da música”, com experiência em palcos, uma palestra dá um frio na barriga danado! Então, se você esteve na palestra que eu ministrei no 50º Meetup WordPress Curitiba, neste 26/09/19, agradeço do fundo do coração. Espero ter ajudado e dividido um conteúdo interessante. Falei um pouco sobre minha experiência trabalhando com o WooCommerce para criar lojas virtuais no WordPress, e aqui abaixo deixo a apresentação completa em slides. Agradeço ao Daniel, Felipe, Marcos, Sheila e toda a Comunidade WordPress pela

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Os números da manifestação vs. A manifestação dos números

Galera, vamos fazer uma continha bem básica? A avenida Paulista tem 2700 m de extensão, por 50m de largura. Assim sendo, a avenida tem uma área total de 135.000m2. Na estatística mais absurda (mesmo), grandes aglomerações podem ter no máximo 9 pessoas (!!!) por m2. Por mais que isso seja fisicamente impossível (especialistas afirmam que o máximo suportável é de 6 pessoas por m2), ok, foi o que disseram. Considerando que TODA A AVENIDA — sim, seus 2700 metros de extensão — estivesse lotada igual um vagão de metrô as 18:00, sem carros de som e sem espaço nenhum para andar, o MÁXIMO que poderia ter

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Por que os ingressos de shows no Brasil são tão caros?

Eu já tinha comentado em um post anterior, sobre o quanto algumas pessoas pensam que é fácil trabalhar nesse mercado de eventos. Naquele post, confesso que as palavras saíram mais facilmente devido ao meu descontentamento com esses “produtores” sem compromisso com qualidade ou segurança. Hoje o tema é outro, e mais voltado para o outro lado desse mercado: o do cliente, sim aquele que sempre tem razão. Muita gente me pergunta ou questiona por aí: Por que os ingressos dos shows são tão caros? Outros ainda só rasgam o verbo insinuando que os produtores (eu, inclusive) lucram horrores, trocam de

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Muito além do SEU gosto musical

Há alguns dias eu convoquei meus amigos através do Facebook, para falarem sobre a música da vida deles. Aquela música que causa algo diferente até fisicamente, que arrepia, que mexe com os sentidos. Eu tenho várias dessas. Obrigado galera pela ajuda! Essa foi uma maneira de eu tentar entender melhor o gosto musical da galera. Na verdade, é até fácil saber e entender o gosto da maioria, afinal se trata de uma maioria. Também é fácil de imaginar que se trata de música boa, de qualidade. Mas e quanto as músicas “ruins”? Por que elas são chamadas assim? Por que

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Quem vai chorar? Quem vai sorrir?

Desde a morte do Michael Jackson em 2009, eu venho reparando como a cena se repete: Morreu alguma celebridade e logo as redes sociais transbordam de gente lamentando, gente lamentando por quem tá lamentando, e em boa parte das vezes gente que aproveita pra escrachar e dizer tudo o que pensa sobre o recém-falecido. Eu, músico e produtor de shows tenho uma visão um pouco diferente da dos fãs, justamente por estar “deste lado da barricada”. A gente não tem muita chance, e pra falar a verdade nem é saudável ser tiete. a minha admiração a muitos dos artistas do

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Parece tão fácil assim?

O terrível incêndio na boate Kiss no Rio Grande do Sul despertou, além do luto de toda uma nação, o interesse em discutir a qualidade das casas noturnas, o preparo do Brasil para grandes eventos e também a possível negligência do poder público em fiscalizar. Não tinha momento mais próprio para ressuscitar meu blog. Alguns devem saber, mas eu passei exatamente pela mesma situação, só que no incêndio da Space, balada da Vila Olimpia onde fui em 2006, felizmente não houve mortes. Ainda assim, é difícil não sentir tudo aquilo de novo, um terrível dejavu, mas com final trágico. É

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“Rock” in Rio

Eu esperei bastante para escrever sobre o Rock in Rio, na verdade pensava em postar algo somente após o fim do festival. Mas a verdade que todas as impressões já foram dadas, pelo publico e pela imprensa, com o primeiro final de semana e a noite de ontem, com as “melhorias” em relação aos três primeiros dias. A maior crítica que eu vejo pipocar nas redes é o “Pop in Rio”, a escolha de vários artistas que não são “rock”. Até parece que isso é novo, né? Não, DESDE O ROCK IN RIO 1, em 1985, a premissa do festival

Música latina é ruim demais para o Brasil?

Antes de qualquer coisa, e até para ilustrar esse post, vejam este fantastico video da Shakira, de uma das músicas que eu mais gosto dela, chamada “Que me quedes tú”: Linda essa música, não? Ela foi um dos maiores sucessos do CD Laundry Service, aquele da “Whenever, Wherever” e da “Objection” que marcou o início da fase loira da cantora. Mas o mais triste é que você provavelmente não conhecia “Que me Quedes Tu”, apesar de ter se irritado de tanto ouvir essas outras duas na rádio, em 2001. Essa bela música foi o terceiro single da Shakira, mas em

Mercado POP

O X da questão

Trabalhar com público é uma coisa complicada, não importa o ramo. E se esse público é apaixonado, aí a coisa piora de vez. É fácil notar isso quando se vê a torcida pedindo a cabeça do técnico quando seu time perde os jogos, a guerra santa que dura séculos, e a galera xingando muito no twitter pq sua banda preferida resolveu cancelar a sessão de autógrafos. Como falei há um post atrás, falar mal da Yamato é tendência já há tempos, mas só quem está aqui dentro agora sabe o quanto é difícil levar o “produto final”, o evento ou