O X da questão

X JAPAN no HSBC Brasil, 2011

Trabalhar com público é uma coisa complicada, não importa o ramo. E se esse público é apaixonado, aí a coisa piora de vez.

É fácil notar isso quando se vê a torcida pedindo a cabeça do técnico quando seu time perde os jogos, a guerra santa que dura séculos, e a galera xingando muito no twitter pq sua banda preferida resolveu cancelar a sessão de autógrafos.

Como falei há um post atrás, falar mal da Yamato é tendência já há tempos, mas só quem está aqui dentro agora sabe o quanto é difícil levar o “produto final”, o evento ou o show à luz do dia. E eu senti isso mais do que nunca, nesses últimos meses.

Nestes 4 anos de Yamato Music, passei por várias experiências diferentes, cresci muito profissionalmente e aprendi a ouvir mais as pessoas. E acho sinceramente que só fomos capazes de fazer o X JAPAN vir à America Latina pq o nosso trabalho tem dado certo, apesar das críticas.

We are… X!

Foram muitos problemas, somados a um nível de estresse nunca antes alcançado, crises de tremedeira (que ainda não cessaram) e uma vontade imensa de largar tudo e voltar pra Curitiba, e fazer qualquer outra coisa que não fosse isso. Mais uma vez, só estando dentro pra saber o que se passa. Esse misto de sensações ruins culminar no que foi este 11 de setembro (dia normalmente lembrado por uma grande catástrofe), me deu uma nova esperança. Talvez tenha valido a pena confiar e seguir, mesmo depois de tanta paulada.

Eu parei de me manifestar em comunidades em que nos criticam, porque entendi que esse trabalho não dá pra explicar nem desenhando, fazer gráficos e cartilha com ligação de pontinhos. A Yamato Music é feita de fãs, mas somente fãs não vão conseguir fazer nada direito, por isso também é feita de profissionais, gente que entende do assunto. E assim como em todo lugar onde há humanos, nada é perfeito. Mas os erros estão aí para que aprendamos com eles, e estou muito feliz em avaliar o nosso crescimento, ainda mais depois dos comentários que recebemos da própria equipe do X JAPAN. A vontade que dá é de pedir “Hey, manager-san, obrigado pelos elogios, tem como você falar isso lá pra galera do Orkut e do Twitter?”.

Somos uma das poucas empresas que dão importância para o que o público tem a dizer, o nosso diferencial é justamente esse. Aproveito para agradecer a todos que ainda vêm nos criticar, elogiar e sugerir coisas para que façamos ainda melhor. Ainda estamos no caminho, mas não vamos desistir, eu não vou desistir.

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