Muito além do SEU gosto musical

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Imagem mais ou menos ilustrativa 🙂

Há alguns dias eu convoquei meus amigos através do Facebook, para falarem sobre a música da vida deles. Aquela música que causa algo diferente até fisicamente, que arrepia, que mexe com os sentidos. Eu tenho várias dessas. Obrigado galera pela ajuda!

Essa foi uma maneira de eu tentar entender melhor o gosto musical da galera. Na verdade, é até fácil saber e entender o gosto da maioria, afinal se trata de uma maioria. Também é fácil de imaginar que se trata de música boa, de qualidade.

Mas e quanto as músicas “ruins”? Por que elas são chamadas assim? Por que as pessoas fazem musicas assim? E o principal, por que as pessoas ouvem músicas assim?

Bem, eu não coloco muita fé em quem diz que é “eclético”, e coloco assim mesmo entre aspas, pois isso é algo muito relativo. O fato é que não existe música ruim. Ou melhor dizendo, se existe ao menos uma pessoa que goste de tal música, então ela é boa.

Não é porque você não gosta de pagode, funk, sertanejo, arrocha ou quaquer outro estilo, que ele é ruim. Muitas vezes, é até o contrário.

Eu fui criado ouvindo moda de viola desde as 6 da manhã no radinho de pilha do meu avô. Sou do Paraná, onde o sertanejo impera até hoje. Tive minha época de fã do Racionais MC’s, já curti pagode, e até tive uma fita do Furacão 2000, que eu ouvia quase todo dia. Nessa época “Eu só quero é ser feliz” e o “Rap do Solitário” eram as músicas de sucesso.

Vim pra esse mercado regado a música japonesa, e com o tempo passei a gostar de música do mundo todo. Minhas duas bandas favoritas são da Noruega e da Argentina. E só uma delas tem guitarra. Ainda assim amo rock, em quase todas as suas formas. Sim, eu disse quase. Por isso não acho que sou eclético.

A qualidade de um gênero musical vai muito além do seu gosto, e isso a gente vê diariamente, é só ligar o rádio. Muitos odeiam o Justin Bieber, mas ele tem umas músicas legais. No pagode tem gente muito boa, e o sertanejo hoje parece ser o único mercado realmente grande na música brasileira, porque tem gente muito boa fazendo também.

– Mas e funk? Ah Leandro, não tem como gostar de funk, é ruim demais!

Então só vou completar o raciocínio, até pra não haver confusão: NÃO EXISTE MÚSICA RUIM, EXISTE MÚSICA MAL FEITA. Ah, e isso existe de monte, em todos os estilos.

O Funk é patrimônio nacional, já é exportado pra fora do Brasil e VAI SER o ritmo da Copa do Mundo no ano que vem. Aqui eu vou colocar um exemplo de como até mesmo o funk carioca, se bem feito, emociona: um flashmob no metrô do Rio em que se misturou cordas classicas com a batida do funk e uma batalha do passinho.

E pra encerrar com chave de ouro, o funk mais legal do momento acaba de ser usado como trilha da propaganda do Classe A, um MERCEDES-BENZ. Simplesmente genial:

O que você acha? Concorda comigo? Quais suas bandas favoritas? Comente! 🙂

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